30 de set de 2017

Vamos juntas? : Feminismo + Movimento Vamos Juntas

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imagem do site Mdemulher


É um pequeno livro em estatura, mas grande no que leva a muitas meninas e mulheres. É grande no que faz na vida de muitas mulheres, é enorme nas transformações dentro de cada uma e no aconchego que leva a muitas delas.

Não sei o que dizer sobre esse livro, ou melhor, não sei como dizer, nem como passar tudo o que ingeri durante a leitura. Não conseguirei passar toda a emoção e empatia que senti durante a leitura de vários depoimentos de mulheres que passaram por abusos e várias outras repressões. Me identificar com algumas dores, medos e anseios, foi muito fácil, afinal, um dia fui só uma menina, hoje sou uma mulher, uma mãe de menina, alguém que continua cheia de anseios, cheia de medo, uma mulher que não teme apenas por si só nesse mundo de cão, mas que teme também pelo mundo que a minha filha irá encontrar quando tiver os seus 10, 11 anos.

Um mundo onde o machismo é crescente, onde "homens" não respeitam mais as mulheres. Onde andar de short curto é estar dando entrada para ser abusada físico e oralmente. Onde a mulher é rotulada de várias coisas medonhas pelo seu jeito de ser, pelo seu jeito de vestir, pelos palavrões que ela pode dizer, pelos locais que frequenta para se divertir, pelas músicas que ouve, pelas amizades que tem, e por aí vai.

Não é porque eu escuto funk, que uso roupa curta nesse calor infernal, que podem me rotular de puta. Sou mãe de dois pequenos, casada a 11 anos, cuido dos meus com amor e tenho sim o DIREITO de me divertir com minhas amigas, de vestir meu short curto, de falar palavrão, de falar até mesmo minhas gírias. De não querer usar salto(sim, eu odeio), de querer usar meus tênis de skatista, meus All Star, minhas molecas, minhas calças rasgadas, minhas roupas que nao se combinam nunca. E SIM, isso não não me fará ser menos mulher do que as que andam de saia lá no  pé, que só escutam sertanejo e gospel, que só usam salto, que só sentam de pernas fechadas, que não entram em barzinho, que só frequentam os melhores restaurantes, que nunca descem até o chão nos churrascos em família, e por aí vai.

Mas Simeia, o que isso tem a ver com o machismo? Ou com o Feminismo?


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É muito simples, muitas das vezes, o machismo se encontra em nós mesmas, nós mulheres julgamos as semelhantes pelo jeito que elas se vestem, pelos lugares que frequentam com as amigas, pelas músicas que elas ouvem, pelo cabelo que elas gostam de usar, pelas makes pesadas que elas usam, pela falta dela e até mesmo por um simples batom vermelho. E é aí que entra o projeto criado pela Babi Souza. Porque não nos apoiarmos mais, que pessoa melhor do que a própria mulher para entender a outra, para partilhar dos mesmos anseios e medos?

Muitas das vezes julgamos umas as outras, nos tornamos inimigas por nada, e nunca paramos para pensar que se nos juntássemos, e nos apoiássemos, conseguiríamos o mundo, seríamos imbatíveis. O movimento #movimentovamosjuntas nasceu dos medos da autora, medos esses que são os nosso mesmos medos. Quem nunca temeu pela própria vida enquanto voltava do trabalho, de um encontro com os amigos, da faculdade, e por aí vai? Eu li o depoimento dela de quando começou a ter essa ideia dentro de um ônibus e juro que chorei. Você segurar sua bolsa com força, ter que fazer cara feia enquanto está andando na rua a noite, porque assim você pensa que irá afastar os filhos da puta de perto de você, é uma coisa que TODAS nós fazemos. Você olhar para o lado e perceber que várias mulheres dentro do ônibus estão da mesma forma, te deixa mais temerosa ainda. O medo em nossos olhos, em nossos semblantes no ponto de ônibus, nas ruas desertas, na saída do shopping, do metro, da faculdade, é perceptível, e isso me fez ter muito ódio enquanto lia o livro.

E daí me veio a mesma pergunta que a autora se fez naquele dia em que criou o nome do projeto: Porque não andarmos juntas? Porque não nos unirmos, andarmos uma ao lado da outra se todas estão indo para o mesmo lado? E fiquei muito feliz quando li depoimentos de meninas e mulheres que começaram a fazer isso quando estão a noite nas ruas e veem outras mulheres andando na frente, do lado e atrás delas. Todos os depoimentos me tocaram de alguma forma e o que mais mexeu comigo, que me fez ver que realmente esse projeto é demais, foi o de uma moradora de rua que ao perceber o medo nos olhos de uma mulher na rua e perceber que ela olhava para trás com medo por estar sendo seguida, pegou no braço dela e disse:

- Você vai me pagar aquele lanche hoje né?

E quando as duas caminharam juntas para a padaria, a mulher com o braço agarrado pelas mãos da moradora de rua, ela teve uma surpresa quando ouviu a moradora de rua contar que havia conhecido o #Vamos Juntas? durante o programa da Fátima Bernardes e por isso resolveu ajudá-la também. Achei lindo tudo isso, e cara, percebi ali que o mundo tem jeito, o machismo tem jeito, nós mulheres temos jeito e que um dia, o mundo terá jeito e mais segurança para todas nós.


Hoje já sei o que farei quando estiver caminhando sozinha na rua e sentir medo quando perceber algum perigo, irei apresentar o projeto para a primeira mulher que ver no meu caminho, com certeza ela estará com os mesmos medos e anseios que eu, e aceitará a minha companhia. Porque não fazer o bem para mim e para o próximo? Não é preciso ser Feminista para apoiar a causa e levar segurança e Sororidade a outras mulheres e a você mesma.

E falando em Feminismo, muitas pessoas, muitas mulheres tem a visão bem deturpada do que é ser feminista, talvez por isso muitas odeiem a causa e não a apoiem. Eu sou prova disso, vejo tanta merda, tanto ódio sendo destilado pelas redes sociais por pessoas que se dizem feministas, que tomei raiva da causa e nunca me animei a correr atrás e ver realmente o que era. E caraca velho, adorei ter lido esse livro, a Babi explica tudo maravilhosamente, feminismo não é você odiar todos os homens da face da terra, não é você achar que as mulheres são melhores do que os homens, que devemos nos vingar de todos eles, mas sim, lutar por direitos iguais, pelo nosso lugar na sociedade e no mundo. Só de ter entendido isso, já abri meu coração para essa causa e com certeza me simpatizo com ela.

Enfim, espero que vocês tenham compreendido um pouquinho do movimento, um pouquinho do que esse livro representa, do que as palavras da Babi, uma jornalista séria, que foi atrás de tudo para viabilizar o projeto, que criou o movimento e páginas em vários estados, que escuta vários depoimentos por dia, que de alguma forma ajuda todas essas garotas e mulheres a vencerem seus medos e traumas, que vocês tenham compreendido um tantinho do que tudo isso representa e como é bom ser curiosa e pesquisar sobre o que realmente é o Feminismo, sobre o que ele representa, sobre o que o Feminismo SÉRIO realmente é, por quais causas as pessoas SÉRIAS envolvidas nessa luta realmente lutam.


Indico esse livro para todas as mulheres que passarem por aqui, para todas as mães que querem incentivar suas filhas a serem e fazerem o que elas quiserem, e ensinar aos seus filhos como tratar uma mulher e ser homem de verdade. Muitas vezes nós mesmos como mãe e pai desencorajamos desde cedo as meninas a serem o que elas quiserem e ensinamos sem perceber os garotos a serem machistas. Quanto aos homens eu indico o livro também, a leitura desse livro é uma forma de vocês homens abrirem os olhos e enxergarem o que TODAS nós mulheres passamos e perceberem o quão solidários vocês podem ser, mudando o modo de pensar, de agir e apoiar e respeitar as mulheres que você tem em casa e as que vocês encontram nas ruas também. Nem sempre o que é bacana, legal para vocês, é bacana e legal para elas, ou melhor, para nós.


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Um beijo meus amores, e que a Sororidade esteja com vocês. Vamos Juntas?

15 de set de 2017

Minhas Sobrancelhas Perfeitas com Microblading

Gente, eu nunca dei sorte nos salões da vida em que fui fazer as sobrancelhas, ou tiravam pouco demais e nunca aparentava que eu as tinha feito, ou tiravam demais e não ficava do meu agrado. As minhas sobrancelhas são bem grossas, mas tinha um bom tempo que eu queria fazer algo nelas para não precisar passar lápis sempre que me maquiava, porque o lápis deixava as coitadas muito artificiais e marcadas demais, e eu não curtia muito isso. 

Foi então que uma amiga que trabalha em um Studio e Escola de Estética, me apresentou a Microblading, que é um processo que deixa a sobrancelha muito mais delicada e próxima da realidade, do que a Micropgmentação que deixa tudo muito mais marcante. E é claro que eu topei na hora me aventurar nesse procedimento, e cara, estou super feliz com o resultado. 

A Microblading, utiliza um aparelho manual chamado TEBORI ( várias agulhas pequeninas e super fininhas), que pigmenta aos poucos somente a primeira camada da pele, fazendo fio a fio, preenchendo as falhas e desenhando o formato e designer perfeito para cada tipo de rosto. O resultado fica muito , mas muito natural. 




ANTES / DEPOIS





PROCEDIMENTOS / DESIGNER

* O primeiro passo é desenhar a sobrancelha com vários riscos e medições e ver qual o formato e designer que ficará melhor, levando em consideração o formato do rosto e personalidade da cliente;

* Segundo passo é limpar e fazer a sobrancelha, retirando todos os excessos de pelinhos, tirando todos que estiverem fora da linha de marcação e do designer;

* Terceiro passo é onde a profissional desenha os fios da sobrancelha com um lápis, para que a cliente tenha a noção de como a sobrancelha irá ficar, e é nessa hora que podemos palpitar como queremos nossas queridas sobrancelhas, se quadrada, redonda, arqueada, e etc;

* Desenho escolhido, é hora de ver qual a cor exata que ficará bem nas sobrancelhas, furar a região com uma agulha bem pequenininha, passar o anestésico, e começar a desenhar fio a fio com o TEBORI os fios de forma definitiva (por isso é muito importante que você olhe e escolha com atenção o formato quer, antes que o procedimento comece);

* Procedimento concluído, é hora de ir embora. Mas claro que antes de correr para casa pra namorar o resultado, a profissional irá te passar alguns cuidados que você deverá ter nos próximos 15 dias ou mais;




                                ANTES                                                              DEPOIS





DÓI? QUANTO TEMPO DURA? O PROCEDIMENTO É DEMORADO?

* Eu não sou muito fresca pra dor não, nem nos meus dois partos e na obturação que fiz esse ano, eu pedi anestesia. Mas confesso que na hora de fazer pequenos furinhos com a agulha, antes da aplicação do anestésico, eu arriei, hahahaha, sério cara, doeu demais, principalmente porque uso óculos e essa área ser bem sensível por isso. Mas a dor é bem suportável. Com o anestésico fazendo efeito 15 minutos depois da aplicação, o procedimento de cortes e desenho fio a fio com o TEBORE é iniciado, e aí não senti mais dor alguma, só aquela gasturinha de sentir a pele sendo cortada;

* A duração da microblanding, pode variar de pele pra pele, se for muito oleosa, ou se a maninha não cuidar bem das suas  sobrancelhas, a pessoa estará propensa a ter as suas queridinhas desbotadas com mais facilidade. A duração vai de 6 a 8 meses, ou 1 ano se você cuidar extremamente bem das amigas (estou torcendo pra ter essa sorte);

* Lembrando que após 30  dias do primeiro procedimento, você precisa marcar o retoque pra cobrir possíveis falhas na pigmentação, já que seu organismo tende a expulsar toda a coloração que foi depositada ali pelos cortes do TEBORI. Feito o retoque, tudo pronto e bora aproveitar;

* Hidratar as sobrancelhas nas semanas seguintes após o procedimento e limpá-las direitinho se a make cair nelas, é de extrema importância. E claro que nada de pegar sol, lavar o rosto em água quente no chuveiro por 4 dias ou nadar em piscinas / mar, nada disso pode  nos primeiros dias;

* O procedimento não é tão baratinho, e varia de cada profissional /Studio. Cuidado! O barato pode sair caro, porque a Despigmentação não é barata e você pode sofrer bastante, tanto com a dor pra realizar o procedimento, quanto com a sua alto estima. Portanto, pesquisar um bom profissional antes de entregar seu belo rosto por aí é a melhor saída, pra depois não sofrer com duas linhas de caneta bic na cara por aí;


FOTOS DAS DUAS LINDAS QUE LEVANTARAM A MINHA ALTO ESTIMA, DEIXANDO AS MINHAS SOBRANCELHAS LINDAS!


Super indico o trabalho de ambas, pode se largar nas mãos das duas, que um sorrisão irá brotar dos seus lábios, algumas horas depois.



Lu


Histefânia


CONTATOS DO STUDIO / ESCOLA DE ESTÉTICA

Se você está querendo fazer algum curso na área de Estética e mora em BH / Minas , entre em contato:








6 de set de 2017

Eu sou muito mais que um rótulo!

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Quando eu era mais nova, eu vivia todos os dias na pele essa coisa da sociedade querer a todo custo me rotular. Eram minhas roupas que todos achavam muito esquisitas pra uma mocinha, diziam que futebol não era coisa de menina, que cabelo cacheado era feio e que o melhor seria alisar tudo e passar chapinha. Que eu era negra e pobre, por isso não poderia ficar no grupo das bonitinhas, branquinhas e patricinhas, e por ai vai.

Reza a lenda que nada disso mudou...

Cresci e os rótulos continuam: meu cabelo é muito anelado pra cortar curto, não tenho mais idade pra vestir as roupas que gosto, minhas roupas são esquisitas, as camisetas que curto são muito masculinas, que não tenho mais idade pra usar tênis skatista e nem calças rasgadas ou saruel. Que sou mãe, uma mulher casada de quase 30 anos e por isso devo me comportar como tal, ou seja, me vestir como uma dona maria com saias de vovó lá no pé, nada contra quem vista, mas #tofora.  Amo saia, mas uma midi. Unhas sem fazer? Não pode #avásedanar. Não usar salto alto? Jamais. #Nãogosto muito, depois que fui mamãe, não me sinto muito confortável, as perniciosa doem. E só tenho dois na sapateira, meu negócio são os tênis, botas, sapatinhos baixos e ponto final.

Sou esquisita, sou estranha, sou Dork MESMO, e sempre deixei isso claro. Nunca tive vergonha das minhas esquisitices. As pessoas me acharem esquisita não me incomoda, o que me incomoda e me deixa pé da vida, é quando elas tentam me rotular, tentam me fazer ser e parecer quem eu não sou.

Leio livros considerados por muitos esquisitos? É a vida, somos diferentes, sou feliz assim, não gosto de ler só o que TODO mundo está lendo. Uso muitas roupas largadas e muito boy friend? Tô nem aí, me sinto bem assim. Vivo muito reclusa, não gosto muito de muvuca e lugares cheios? Mano, sempre fui assim, sempre preferi desde novinha o aconchego da minha casa e de pessoas mais próximas, e claro, meus livros, não será nessa etapa da minha vida que irei mudar o meu jeito de ser só pra me rotular e ser como todo mundo, que se acha descoladinho no meio da multidão. 

E aquela frase: Não pareço ser mãe e tenho cara de menininha, e pra que casei tão cedo? Cara, a vida é minha e sou feliz assim. Casei quando achei que estava segura pra isso com com a pessoa que Deus escolheu pra mim. Amo meus filhos, amo meu marido e sou muito grata pela família linda que Deus me deu. Não trocaria os momentos que passo com eles por nada.

E essa?: Ainda não fez nenhuma faculdade nessa idade? Já está com 30 anos. Não, já fiz outros técnicos na área da Aviação que eu queria muito fazer, faculdade por agora não, tranquei a de Publicidade e Propaganda bem no comecinho. Pretendo voltar um dia? Quem sabe. Mas agora não.

Alisar meu cabelo e tirar o anelado? Jamais! Estou muito feliz cacheada. Perder uns kilinhos? Quem sabe um dia, hoje eu estou muito feliz com meu corpo. Mas se um dia o fizer, isso será porque eu quero e não porque alguém vomite que preciso ter a magreza das tops. Cabelo curto ou longo? Isso aí sou eu quem decido. Óculos grande ou lente? Olheiras ou maquiagens? Não me importo, ficarei do jeito que me sentir bem e feliz e foda-se o mundo com a sua sociedade rotuladora.

Confesso que já tentei me vestir e me portar segundo os "padrões" da sociedade, mas não deu certo e claro que fui ser feliz gordinha e cacheada do jeito que sou.

Enquanto as pessoas insistirem em rotular os outros, acreditando que todos tem que se vestir, agir, ou ser como todo mundo, continuaremos condenados a sermos iguais e apenas substituir cada rótulo, cada etiqueta vomitada por aí. Tenha coragem, seja diferente, viva do jeito que você gosta e que te faz feliz. Esqueça o que o outro irá achar de você, se permita ser tudo e o resto... o resto será apenas resto.


 Afinal, o que seria do mundo se todos pensassem iguais, agissem iguais e fossem iguais? Seria uma grande merda. Viva o que gosta, seja o que quer ser, toque o fodas para o mundo e viva, seja feliz. Se assuma, tenha coragem de ser diferente. De ser VOCÊ!

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